quem vota na direita é burro?
- tartaruga gigante

- 16 de fev.
- 2 min de leitura
Já são 526 anos desde que Portugal invadiu as terras tupiniquins e as chamou de "Brasil" (vermelho como brasa, nome dado à cor vermelha que os portugueses encontraram na madeira do pau-brasil).
Os Estados Unidos da América colonizam o Brasil desde a queda da Alemanha nazista em 1945 e de uma forma agressiva desde o golpe de 1964.
No século XXI, somos colonizados digitalmente pelas grandes empresas de tecnologia com seus novos produtos lançados quase que diariamente e suas infinitas trends que nos fazem grudar a cara nas telas de celulares.
A mídia hegemônica é contra os trabalhadores desde sempre, fazendo um trabalho diário de manutenção do capital, protegendo seus donos e os mais ricos do país e do mundo com seus telejornais e propagandas.
A educação pública é sucateada ano após ano, fazendo com que nem o básico para ser usado no mercado de trabalho seja ensinado, como matemática e português.
A maior parcela dos trabalhadores brasileiros ganham em torno de dois salários mínimos, trabalhando 6 dias da semana e mal tendo tempo para cuidar de si, ficar com a família ou sair com os amigos.
Ou seja, já deu para entender que há muitas forças gigantescas trabalhando contra o bem-estar e a politização dos trabalhadores brasileiros, não é mesmo?
A ideologia neoliberal permeia todas as esferas de nossa vida.
O que vemos no dia a dia na cidade, no que passa nos jornais, nos filmes mais famosos dos streamings e cinemas, nos perfis de bilionários em redes sociais, nos cursos de marketing e coaching, nos discursos dos pastores neopentecostais, e em mais uma infinidade de lugares, é a ideologia burguesa sendo proferida em alta e bom som, com a promessa de que se nos dedicarmos o suficiente, seremos sim bem sucedidos e ricos.
Graças a isso, é possível entender que quem acredita nisso não é necessariamente burro, pois a propagação dessas ideias é muito forte e recebe dinheiro de todo lado para se manter no topo.
Nós militantes de esquerda sabemos que não foi do dia para a noite que recebemos uma “iluminação divina” e passamos a enxergar o mundo com outros olhos, denunciando e problematizando essa ideologia que agride os mais pobres e o meio ambiente.
Foi preciso muita crise interna, muito estudo, muito debate entre os seus e embates em família ou no trabalho.
Muitas amizades foram descartadas e empregos perdidos.
Projetos deixaram de ser feitos e sonhos neoliberais jogados na lata do lixo.
A dúvida de se entender como esquerda pairou por muitos anos até que se “normalizasse” e se tornasse uma certeza em prol da revolução.
Com isso convido aos camaradas a terem ainda mais paciência ao entrar em debates e conversas com as pessoas de direita (os de extrema direita, fascistas e nazistas que se fodam, não é pra ter papo mesmo!), pois a grande maioria está totalmente alienada e nunca viu o mundo com outros olhos.
É nossa tarefa revolucionária criar mecanismos e formas eficientes de comunicação que visam mostrar as ideias de esquerda para esses que por descuido ou raiva, a gente chama de “burros de direita”. Essas pessoas precisam ser impactadas por nossas ideias, pois sem elas, não haverá revolução.





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